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ferroSA
Cavalos Lusitanos
Coudelaria de Maria D'ANDRADE de Oliveira e Sousa

 

           A RAÇA SORRAIA

O Sorraia distingue-se pela sua capacidade de suportar climas extremos, particularmente os secos e quentes, sobrevivendo em zonas de pouco pasto sem por isso perder a saúde. A sua robustez, bem como a sua extraordinária flexibilidade vertical e lateral, reflectida na grande habilidade e agilidade com que projectam os membros anteriores e trabalham os membros posteriores, permitiram que o Sorraia fosse o cavalo ideal para o trabalho de campo.

De pernas muito compridas para ser considerado poney, o Sorraia é um cavalo de pequena estatura medindo, em média, 1,43m. Tem uma cabeça de longo perfil convexo, ou subconvexo, com os olhos posicionados bastante acima e as orelhas longas, mas não particularmente curvas. A sua pelagem é baia ou rato, com uma máscara negra na cara, uma risca preta no dorso que liga as crinas à cauda (lista de mulo), orelhas também escurecidas, usualmente são riscados como as zebras nas pernas e também por vezes na espádua. As crinas e a cauda são negras raiadas de uma cor mais clara, tipicamente o branco. O Sorraia não tem marcas brancas e não aparenta características de sangue Oriental nem Norte Europeu.

Estes cavalos têm sido usados ao longo destes anos como montadas de campo para trabalhadores portugueses. Alguns foram treinados para o mais alto nível de dressage, outros engatados em competições de atrelagens.

Na Herdade Agolada de Baixo as éguas e alguns machos são mantidos em estado selvagem, sendo outros desbastados e montados ou engatados para passeios.